A colocação de implantes dentários é um ato cirúrgico que depende de avaliação médica individualizada. Os implantes não substituem a necessidade de saúde periodontal prévia e higiene oral diária rigorosa.
1. Em que consiste a reabilitação com implantes dentários?
Um implante dentário é uma estrutura biocompatível em titânio ou cerâmica que é inserida cirurgicamente no osso maxilar ou mandibular para substituir a raiz de um ou mais dentes perdidos. Após o período de integração óssea (osteointegração), serve de suporte a uma coroa unitária, a uma ponte fixa ou a uma prótese total de reabilitação.
2. Avaliação prévia e exames complementares indicados
Qualquer intervenção de reabilitação com implantes requer planeamento prévio. Na consulta de avaliação:
- História médica global: avaliação de condições sistémicas (como diabetes, patologias cardiovasculares ou terapêuticas específicas) que possam influenciar a cicatrização dos tecidos.
- Saúde das gengivas e tecidos de suporte: qualquer foco de infeção ativa ou gengivite deve ser previamente tratado antes de intervir.
- Exames imagiológicos quando clinicamente indicados: radiografias intraorais ou tomografia computorizada de feixe cónico (CBCT), quando justificada pela equipa médica para avaliação volumétrica e estudo da proximidade a estruturas anatómicas relevantes.
3. Quais são as alternativas clínicas aos implantes?
Os implantes dentários representam uma solução consagrada, mas não são a única opção para substituir dentes ausentes. O médico dentista apresenta todas as alternativas viáveis para a situação do utente:
Estrutura protética fixa suportada pelos dentes naturais adjacentes ao espaço desdentado. Requer o preparo e desgaste prévio desses dentes de suporte.
Aparelhos amovíveis que repõem os dentes perdidos, apoiados na mucosa e retidos por ganchos ou encaixes nos dentes remanescentes. Solução não-cirúrgica e com menor investimento financeiro inicial.
4. Fatores que influenciam o resultado e acompanhamento
A estabilidade biológica dos implantes ao longo do tempo depende de múltiplos fatores:
- Consumo de tabaco: O consumo de tabaco afeta a microcirculação e está associado a taxas mais elevadas de complicações nos tecidos peri-implantares.
- Volume de osso de suporte: Em situações de reabsorção óssea, a viabilidade da intervenção pode requerer procedimentos complementares prévios, avaliados em consulta.
- Manutenção e Higiene Oral: Os implantes requerem escovagem cuidada, uso de escovilhões interdentários adequados e consultas regulares de acompanhamento para proteção dos tecidos de suporte.
Deseja esclarecer a sua situação clínica individual?
Na DentaModelo, cada plano de reabilitação é desenhado após observação clínica detalhada e acompanhado de orçamento formal discriminado.